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Lava Jato em São Paulo quer investigar Alckmin sem foro

Força-tarefa do Ministério Público Federal requereu ao vice-procurador-geral da República Luciano Mariz Maia, que remeta ‘com a maior brevidade possível’ inquérito sobre ex-governador, citado por delatores da Odebrecht como beneficiário de recursos para campanha eleitoral; cunhado do tucano, Adhemar Cesar Ribeiro, também é alvo da investigação

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

Força-tarefa do Ministério Público Federal requereu ao vice-procurador da República Luciano Mariz Maia, que remeta ‘o mais rápido possível’ inquérito sobre ex-governador, citado por delatores da Odebrecht como beneficiário de recursos para campanha eleitoral; cunhado do tucano, Adhemar Cesar Ribeiro, também é alvo da investigação. O documento é subscrito por nove procuradores da República.

+ Procuradoria pede abertura de inquérito contra Alckmin no STJ com base em delação da Odebrecht

As investigações sobre o tucano eram de competência do Superior Tribunal de Justiça até o último dia em que permaneceu no Palácio dos Bandeirantes. Alckmin renunciou ao cargo na última sexta-feira, 6, para disputar a indicação de seu partido para concorrer a Presidente da República. Dessa forma, ele perdeu o foro por prerrogativa de função.

Dessa forma, a FT da Lava Jato em SP requereu a Maia, que representa o MPF na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, que remeta o inquérito de Alckmin que tramita na corte à Força Tarefa.

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A investigação contra o ex-governador de São Paulo foi aberta a partir da petição 6639/STF encaminhada pelo Ministro Edson Fachin à Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça.

Depoimentos de colaboradores da Operação Lava Jato (Benedicto Barbosa da Silva Junior, Carlos Armando Guedes Paschoal e Arnaldo Cumplido de Souza e Silva) indicaram o repasse de recursos para Alckmin a título de contribuição eleitoral. As doações ilegais teriam contado com a participação do cunhado do pré-candidato a presidente, Adhemar César Ribeiro.

A FT requereu que as investigações a respeito (judiciais e extrajudiciais relativas à Lava Jato) sejam encaminhadas para São Paulo “com urgência, tendo em vista o andamento avançado de outras apurações correlatas sob nossa responsabilidade”.

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