Por Marcelo Godoy, Fausto Macedo e Felipe de Paula
Polícia Civil investiga possíveis desvios em contrato e aditivos firmados entre Prefeitura de São Paulo e ONG de propriedade da sócia da empresa que produz o longa-metragem. Prefeitura diz que ‘repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos’
A Polícia Civil de São Paulo desencadeou nesta segunda-feira, dia 1.º, a Operação WI-FI para investigar a suspeita de fraude em uma licitação da Prefeitura de São Paulo, no valor de R$ 108 milhões, vencida pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB). O instituto é uma ONG de propriedade de Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP Entertainment Ltd, responsável pelo filme “Dark Horse” (Azarão, na tradução do inglês), sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além do contrato original, a Prefeitura fez aditivos que elevaram para R$ 157,1 milhões os repasses para a ONG. Pelo menos R$ 26 milhões teriam sido pagos “sem a efetiva prestação do serviço”, segundo as autoridades. A polícia investiga fraude na licitação, fraude na execução do contrato e possível desvio de recursos públicos.
A Prefeitura de São Paulo informou nesta manhã que “repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade”. (Leia a íntegra abaixo.)
O ICB, a Go UP, dois endereços residenciais de Karina e a sede da Secretaria Municipal Inovação e Tecnologia estão entre os alvos da operação, que cumpre oito mandados de busca e apreensão determinados pela 1.ª Vara Regional da Garantias (1.ª RAJ). A reportagem não conseguiu ainda contato com a defesa de Karina, de sua ONG e da produtora, bem como com a assessoria da secretaria. O espaço segue aberto.
Esta notícia foi lida 96 vezes!
ORC FM 94.9 Mhz Orlândia Rádio Clube
