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Por traição, diretório do PSDB expulsa Goldman, Saulo e mais 15

“Não tem ninguém com condição moral no PSDB de me expulsar de lugar nenhum”, reagiu Goldman. Ele foi informado pela Coluna do Estadão da decisão do diretório municipal

Ex-governador Alberto Goldman

O diretório municipal do PSDB decidiu expulsar o ex-governador Alberto Goldman do partido nesta segunda-feira. Goldman apoiou a candidatura de Paulo Skaf (MDB) na disputa ao governo de São Paulo contra o tucano João Doria. No debate no primeiro turno da TV Globo, Goldman estava no auditório com plaquinha do Skaf no peito e sentou-se na plateia do lado dos apoiadores do emedebista. O ato foi considerado um “desplante” por aliados de Doria.

O secretário estadual de governo Saulo de Castro também foi expulso por ter levado ontem o governador Márcio França (PSB), que concorre com Doria o segundo turno ao governo de São Paulo, à uma reunião com Geraldo Alckmin. Ele é um dos principais aliados de Alckmin, presidente nacional do PSDB e presidenciável derrotado. Assim como Goldman, o secretário usou um broche de França durante todo primeiro turno.

Os expulsos podem recorrer da decisão. “Se eles quiserem recorrer que recorram ao estadual ou nacional. A decisão do diretório da capital está tomada”, diz o presidente do diretório municipal João Jorge.

A executiva nacional do PSDB emitiu um breve comentário sobre a decisão do diretório municipal. Segundo a nota, o diretório municipal não tem competência para expulsar os dois, uma vez que ambos são membros, respectivamente, dos diretórios nacional e estadual do partido. “A decisão é arbitrária e inócua”, diz a nota, enviada pela assessoria de imprensa do PSDB nacional.


Goldman soube pela Coluna da expulsão. Ao ser informado, disse que não conseguia conter a gargalhada. “Não tem ninguém com condição moral no PSDB de me expulsar de lugar nenhum”, afirmou.

Também foram expulsos os seguintes tucanos todos por traição a João Doria ou a Alckmin ou aos dois no primeiro turno:

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