{"id":154962,"date":"2025-08-19T06:20:19","date_gmt":"2025-08-19T09:20:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.orc.com.br\/novo\/?p=154962"},"modified":"2025-08-19T06:20:19","modified_gmt":"2025-08-19T09:20:19","slug":"agro-americano-endurece-com-brasil-e-pede-firmeza-a-trump","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.orc.com.br\/novo\/economia\/agro-americano-endurece-com-brasil-e-pede-firmeza-a-trump.html","title":{"rendered":"Agro americano endurece com Brasil e pede firmeza a Trump"},"content":{"rendered":"<p>O agroneg\u00f3cio norte-americano criticou duramente as pr\u00e1ticas ambientais e o protecionismo do Brasil no \u00e2mbito das investiga\u00e7\u00f5es conduzidas pelo USTR (Representa\u00e7\u00e3o Comercial da Casa Branca). Os produtores de milho, com interesse em exportar mais etanol ao mercado brasileiro, e de carne de porco foram especialmente cr\u00edticos. Agricultores do Arkansas, estado forte nas culturas de soja e de algod\u00e3o, pediram atua\u00e7\u00e3o firme do governo de Donald Trump contra o Brasil. Os argumentos est\u00e3o expostos em of\u00edcios encaminhados por empresas e associa\u00e7\u00f5es empresariais ao USTR, na consulta p\u00fablica sobre a Se\u00e7\u00e3o 301, que pode resultar em mais tarifas e puni\u00e7\u00f5es. O prazo para envio das contribui\u00e7\u00f5es termina nesta segunda-feira (18) \u00e0 noite. &#8220;Os agricultores americanos, incluindo aqueles do Arkansas que cultivam culturas como soja, algod\u00e3o, milho e arroz, est\u00e3o sendo substancialmente prejudicados no mercado global devido a atos, pol\u00edticas e pr\u00e1ticas do Brasil, pois aumentaram substancialmente a produ\u00e7\u00e3o de muitas commodities agr\u00edcolas por meio de convers\u00f5es de terras de habitat natural para produ\u00e7\u00e3o de safras e sob fortes subs\u00eddios da China, o que est\u00e1 alimentando essa expans\u00e3o&#8221;, afirma o presidente do Conselho Agr\u00edcola de Arkansas, Joe Mencer. Nas elei\u00e7\u00f5es de 2024, Trump venceu a candidata democrata Kamala Harris no estado, por quase 31 pontos percentuais de diferen\u00e7a. Para atingir tais objetivos, eles frequentemente roubam propriedade intelectual e exercem pr\u00e1ticas corruptas por meio de coer\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ou pol\u00edtica. Os produtores do estado destacam o suposto preju\u00edzo causado pelo desmatamento ilegal no Brasil e recorrem a um argumento &#8212; o risco de aquecimento global &#8212; rejeitado pelo atual governo americano, que determinou a sa\u00edda novamente do Acordo de Paris e \u00e9 negacionista das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=OiTe-rsF_cA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-t=\"{&quot;n&quot;:&quot;destination&quot;,&quot;t&quot;:13,&quot;a&quot;:&quot;click&quot;,&quot;b&quot;:1,&quot;c.t&quot;:7}\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=OiTe-rsF_cA<\/a> O conselho, no entanto, usa argumentos econ\u00f4micos. &#8220;Para os agricultores do Arkansas e de todos os Estados Unidos, a expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no Brasil aumentou a demanda global por insumos agr\u00edcolas, o que levou a custos substancialmente altos&#8221;, diz o of\u00edcio. &#8220;Tamb\u00e9m inundou o mercado global com um excesso de commodities agr\u00edcolas brutas, o que resultou em pre\u00e7os muito baixos recebidos pelas safras cultivadas pelos agricultores americanos. Estima-se que essa disparidade nos custos de produ\u00e7\u00e3o e nos pre\u00e7os recebidos custe US$ 1,145 bilh\u00e3o em perdas operacionais l\u00edquidas aos agricultores de Arkansas&#8221;. Carne de porco O conselho de produtores americanos de carne su\u00edna, que representa mais de 60 mil trabalhadores na \u00e1rea, tamb\u00e9m criticou a\u00e7\u00f5es brasileiras ao USTR. Segundo a entidade, a carne de porco dos Estados Unidos foi, na pr\u00e1tica, exclu\u00edda do mercado brasileiro nos \u00faltimos anos, embora os produtores brasileiros tenham se beneficiado de um maior acesso ao pa\u00eds, com aumento de mais de 1.900% nas exporta\u00e7\u00f5es da prote\u00edna. \u201cInfelizmente, o Brasil possui uma proibi\u00e7\u00e3o de fato \u00e0 carne su\u00edna dos EUA que impede qualquer acesso por raz\u00f5es que carecem de qualquer justificativa cient\u00edfica. A NPPC [National Pork Producers Council] solicita que o USTR trabalhe para eliminar essas barreiras infundadas e n\u00e3o tarif\u00e1rias, impostas sob o pretexto de seguran\u00e7a alimentar, para que carne su\u00edna americana fresca, congelada e processada possa ser enviada para a maior economia da Am\u00e9rica Latina\u201d, consta no documento. Os produtores americanos alegam que o Brasil desrespeita compromissos internacionais do Acordo Sanit\u00e1rio e Fitossanit\u00e1rio da OMC (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio) de n\u00e3o impor requisitos mais rigorosos a produtos importados do que aqueles impostos a produtos nacionais. Ainda na avalia\u00e7\u00e3o dos produtores, entre quest\u00f5es espec\u00edficas que dificultam a compra de carne su\u00edna americana pelo Brasil est\u00e3o a falta de um acordo para certificados de exporta\u00e7\u00e3o, os altos custos para a testagem do parasita Trichinella spiralis e o que consideram requisitos onerosos para o registro de r\u00f3tulos. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=oKwO02N-2Qo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-t=\"{&quot;n&quot;:&quot;destination&quot;,&quot;t&quot;:13,&quot;a&quot;:&quot;click&quot;,&quot;b&quot;:1,&quot;c.t&quot;:7}\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=oKwO02N-2Qo<\/a> Etanol de milho A Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Produtores de Milho dos Estados Unidos se focou no acesso ao mercado de etanol. Para a entidade, o Brasil tamb\u00e9m imp\u00f4s, \u201cde forma injusta e discriminat\u00f3ria\u201d, altas barreiras tarif\u00e1rias e n\u00e3o tarif\u00e1rias \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es americanas, como pol\u00edticas de biocombust\u00edveis. As exporta\u00e7\u00f5es contribuem diretamente para um ter\u00e7o da renda dos produtores de milho dos Estados Unidos. \u201cA import\u00e2ncia do mercado brasileiro para os exportadores americanos n\u00e3o pode ser subestimada, e a perda de receita e empregos como resultado das tarifas brasileiras \u00e9 clara.\u201d \u201cDesde 2017, quando o Brasil come\u00e7ou a impor tarifas elevadas, as exporta\u00e7\u00f5es de etanol dos EUA para o Brasil ca\u00edram drasticamente. Em 2018, os Estados Unidos exportaram 489 milh\u00f5es de gal\u00f5es de etanol para o Brasil, avaliados em US$ 761 milh\u00f5es. Na \u00e9poca, o Brasil era o principal mercado de exporta\u00e7\u00e3o para o etanol americano. Em 2024, os Estados Unidos exportaram apenas 28 milh\u00f5es de gal\u00f5es de etanol para o Brasil, avaliados em US$ 53 milh\u00f5es. Em contraste, em 2024, o Brasil enviou etanol no valor de aproximadamente US$ 211 milh\u00f5es para o mercado americano, o equivalente a 88 milh\u00f5es de gal\u00f5es\u201d, afirmam os produtores de milho no documento enviado ao USTR.<\/p>\n<div id=\"fb_share_1\" style=\"float: right; margin-left: 10px;\"><a name=\"fb_share\" type=\"button\" share_url=\"http:\/\/www.orc.com.br\/novo\/economia\/agro-americano-endurece-com-brasil-e-pede-firmeza-a-trump.html\" href=\"http:\/\/www.facebook.com\/sharer.php\">Share<\/a><\/div><div><script src=\"http:\/\/static.ak.fbcdn.net\/connect.php\/js\/FB.Share\" type=\"text\/javascript\"><\/script><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O agroneg\u00f3cio norte-americano criticou duramente as pr\u00e1ticas ambientais e o protecionismo do Brasil no \u00e2mbito das investiga\u00e7\u00f5es conduzidas pelo USTR (Representa\u00e7\u00e3o Comercial da Casa Branca). 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