{"id":155786,"date":"2025-09-28T06:59:56","date_gmt":"2025-09-28T09:59:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.orc.com.br\/novo\/?p=155786"},"modified":"2025-09-28T06:59:56","modified_gmt":"2025-09-28T09:59:56","slug":"inovacao-poe-azeite-do-rio-grande-do-sul-entre-os-melhores-e-mais-premiados-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.orc.com.br\/novo\/brasil\/inovacao-poe-azeite-do-rio-grande-do-sul-entre-os-melhores-e-mais-premiados-do-mundo.html","title":{"rendered":"Inova\u00e7\u00e3o p\u00f5e azeite do Rio Grande do Sul entre os melhores e mais premiados do mundo"},"content":{"rendered":"<div class=\"names\">Por <a title=\"Ir para p\u00e1gina do autor\" href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/autores\/jose-maria-tomazela\/\" data-component-name=\"pagina-autor\">Jos\u00e9 Maria Tomazela<\/a><\/div>\n<div>Estad\u00e3o<\/div>\n<div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \" data-component-name=\"paragraph\">Dos frutos das oliveiras que cobrem as colinas de Viam\u00e3o, a 21 km de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, \u00e9 extra\u00eddo um <a title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/azeite\/\" href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/azeite\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>azeite<\/strong><\/a> brasileiro que vem se destacando entre os mais premiados do mundo. O \u00f3leo produzido pela Est\u00e2ncia das Oliveiras conquistou o trof\u00e9u Best in Class e sete medalhas no concurso Anatolian iOOC, um dos principais do setor, em abril deste ano. Em 2024, a Est\u00e2ncia ficou em primeiro lugar no Pr\u00eamio Mario Solinas Quality Award, organizado pelo Comit\u00ea Ole\u00edcola Internacional (COI), \u00f3rg\u00e3o que normatiza a olivicultura no mundo<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \" data-component-name=\"paragraph\">O reconhecimento que coloca o azeite da Est\u00e2ncia das Oliveiras como o mais premiado do Brasil e entre os cinco melhores do mundo n\u00e3o veio por acaso. Foram nove anos de pesquisas para preparar as condi\u00e7\u00f5es perfeitas para o solo e selecionar as dez variedades que abastecem o lagar (onde o azeite \u00e9 extra\u00eddo). Tudo come\u00e7ou h\u00e1 22 anos, quando o ga\u00facho de Passo Fundo Luc\u00eddio Morsch Goelzer atuava no com\u00e9rcio exterior e viajava com frequ\u00eancia \u00e0 Europa. Apreciador do azeite, trazia garrafas para consumir com a fam\u00edlia e comparava com os produtos locais, que considerava qualidade inferior. Goelzer decidiu, ent\u00e3o, produzir seu pr\u00f3prio \u00f3leo de oliva.<\/p>\n<div class=\"paragraph\">\n<p>O olival iniciou com 1,5 hectare na propriedade da fam\u00edlia e pesquisas apoiadas pela Embrapa, com 36 variedades trazidas de diferentes pa\u00edses, at\u00e9 chegar \u00e0 sele\u00e7\u00e3o atual de dez, mais produtivas e adaptadas \u00e0 regi\u00e3o. \u201cNa \u00e9poca n\u00e3o se falava em olivicultura nacional e s\u00f3 h\u00e1 14 anos conseguimos colher os primeiros 20 quilos de azeitona. Ali nasceu uma paix\u00e3o\u201d, conta Andr\u00e9 Sittoni Goelzer, diretor operacional da Est\u00e2ncia. Ele lembra que foi preciso neutralizar a acidez do solo com calagem de calc\u00e1rio e gesso agr\u00edcola. \u201cNosso solo \u00e9 muito diferente do das regi\u00f5es produtoras da Europa, de alto teor calc\u00e1rio\u201d, explica. Para reduzir o impacto da umidade no Rio Grande do Sul, onde h\u00e1 mais chuvas, o espa\u00e7amento entre as plantas foi maior. As copas ficam mais acess\u00edveis \u00e0 luminosidade.<\/p>\n<p>Atualmente, a Est\u00e2ncia mant\u00e9m 28 hectares de oliveiras &#8211; cerca de 180 plantas por hectare &#8211; nas colinas da propriedade. A aduba\u00e7\u00e3o \u00e9 100% org\u00e2nica e o solo coberto por forrageiras. Nas bordas com matas foram dispostas 157 colmeias de abelhas sem ferr\u00e3o que fazem a poliniza\u00e7\u00e3o natural das oliveiras. Na segunda semana de setembro, as plantas come\u00e7aram a florir. As abelhas s\u00e3o esp\u00e9cies pequenas, como jata\u00ed e ira\u00ed, capazes de acessar o interior das flores, o que \u00e9 muito importante, j\u00e1 que boa poliniza\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para a produ\u00e7\u00e3o. Entre as variedades cultivadas est\u00e3o a arbequina, arbosana los dos, picual (espanhola), coratina (italiana) e koroneiki (grega). Para proteger flores e frutos da chuva, a Est\u00e2ncia passou a testar a cobertura das \u00e1rvores com pl\u00e1stico transparente de estufa. \u201c\u00c9 um sistema que desenvolvemos aqui e logo saberemos se funciona, comparando com as \u00e1reas n\u00e3o cobertas\u201d, diz Goelzer.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"fb_share_1\" style=\"float: right; margin-left: 10px;\"><a name=\"fb_share\" type=\"button\" share_url=\"http:\/\/www.orc.com.br\/novo\/brasil\/inovacao-poe-azeite-do-rio-grande-do-sul-entre-os-melhores-e-mais-premiados-do-mundo.html\" href=\"http:\/\/www.facebook.com\/sharer.php\">Share<\/a><\/div><div><script src=\"http:\/\/static.ak.fbcdn.net\/connect.php\/js\/FB.Share\" type=\"text\/javascript\"><\/script><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Maria Tomazela Estad\u00e3o Dos frutos das oliveiras que cobrem as colinas de Viam\u00e3o, a 21 km de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, \u00e9 extra\u00eddo um azeite brasileiro que vem se destacando entre os mais premiados do mundo. 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