G1 – Globo
Uma das cidades mais afetadas pelo severo temporal que atingiu o interior de São Paulo na sexta-feira (24), Guariba (SP) teve em torno de 70% das casas danificadas, afirmou o prefeito Francisco Dias Mançano Junior.
Em um encontro com outros representantes municipais e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) em Ribeirão Preto (SP) no fim de semana, ele descreveu um cenário de destruição no município e de incapacidade de dar soluções imediatas para a crise.
“Tem aproximadamente 60% a 70% das casas do município destruídas. Todas. Todo local que havia um uma quadra coberta foi embora. Está retorcido. Nós tínhamos um grande galpão (…) galpão do agronegócio, não sobrou nada, mas nada mesmo”, disse.
Com grande parte das casas danificadas e o parque industrial destruído, o município de 37,4 mil habitantes não tem condições técnicas e financeiras de se restabelecer sozinho, segundo o chefe do executivo.
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Francisco Dias Mançano Junior, prefeito de Guariba (SP). — Foto: Reprodução/EPTV
“A minha cidade nos próximos dois anos e meio de mandato meu, e provavelmente nos próximos dois anos de mandato ou três de mim ou de outro prefeito, não vai construir nada. Nós vamos ter só que reconstruir”, lamentou.
Guariba é uma das seis cidades da região de Ribeirão Preto que terão o reconhecimento sumário de estado de emergência por parte da União, para agilizar a liberação de verbas para ajuda humanitária, restabelecimento dos serviços e reconstrução.
Também foram afetados pelo temporal os municípios de Dumont (SP), Pradópolis (SP), Taquaritinga (SP), Barrinha (SP) e Ribeirão Preto.
Além da ajuda federal, essas cidades contam com o governo de São Paulo, por meio de envio de mantimentos, equipes da Defesa Civil, bem como a liberação de verbas, também para obras de reconstrução.
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Galpão do agronegócio em Guariba (SP) ficou completamente destruído, restando somente a porta — Foto: Reprodução/EPTV
Colapso em Guariba
Mançano Junior detalhou que foi alertado sobre a tempestade por volta das 4h19 de sexta-feira. Segundo o prefeito, os ventos medidos na cidade chegaram a 120 km/h e choveu 100 milímetros em apenas quatro horas.
Entre 60% e 70% das casas sofreram danos, 99% da cidade ficou sem energia elétrica e teve problemas no abastecimento. Até o fim de semana, 80% dos imóveis seguiam sem fornecimento de eletricidade, de acordo com o governo estadual.
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