O Brasil deve pisar no acelerador. Os Estados Unidos, no freio. Para o mercado financeiro, a Super Quarta de hoje, 16 de setembro, promete ser atípica, uma vez que as duas decisões mais aguardadas do dia tendem a seguir direções opostas.
Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve cortar a Selic (taxa básica de juros) pela quinta vez seguida, dando mais fôlego ao crédito e à atividade econômica. Já na terra de Donald Trump, o Federal Reserve (Fed), banco central americano, caminha para o movimento inverso: elevar os juros americanos pela primeira vez desde 2023, um aperto que marcaria a primeira alta de juros sob o comando de Kevin Warsh, à frente do BC mais poderoso do planeta desde maio deste ano.
O exercício de futurologia ganha corpo nos contratos futuros negociados na B3, a Bolsa de valores brasileira, que apontam probabilidade de cerca de 95% para um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, hoje em 14% ao ano, o que levaria a taxa brasileira a 13,75% ao ano.
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