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Ação contra crime organizado atinge Banco Genial e grupo envolvido com dinheiro do filme Dark Horse

Operação Crédito Oculto — terceira fase da Operação Carbono Oculto — ataca esquema de lavagem de dinheiro para a compra de usinas e ocultação de imóveis da máfia dos combustíveis; Banco Genial diz que colabora com as investigações

Estadão – Por  Marcelo Godoy, Luiz Vassallo e Felipe de Paula

Promotores, policiais e auditores fiscais estão vasculhando na manhã desta quinta-feira, 24, um total de 32 locais em onze cidades de seis estados e no Distrito Federal para desbaratar o esquema de lavagem de dinheiro da máfia dos combustíveis acusada de manter ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os 40 alvos da Operação Crédito Oculto estão o ex- sócio-proprietário do Banco Genial Humberto Tupinambá, o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, delator do Banco Master, e o Grupo Entre, usado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para enviar US$ 12,33 milhões para financiar o filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em nota, o Banco Genial informou que “permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários” (leia a íntegra abaixo). A reportagem procurou a defesa dos investigados, mas não conseguiu localizá-los. O espaço segue aberto.

As buscas foram pedidas pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e autorizadas pelo juiz Sandro Nogueira de Barros Leite, da 2.ª Vara Criminal de Catanduva, e ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal.

A ação está fundamentada em provas obtidas na primeira fase da Operação Carbono Oculto, como contratos, documentos, mensagens e áudios apreendidos em celulares e computadores dos investigados. Eles demonstrariam o esquema que teria permitido dissimular a fortuna dos empresários Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, para a compra da distribuidora de combustíveis Terrana.

 

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