Ministros e assessores do Supremo Tribunal Federal (STF) dão como certo que Alexandre de Moraes vai liberar Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar depois que o ex-presidente tiver alta hospitalar. Bolsonaro está internado há dez dias com pneumonia dupla e, segundo o boletim médico mais recente, poderá ser transferido da UTI para o quarto ainda nesta segunda-feira, 23.
A tendência é que Moraes siga o parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e autorize que o ex-presidente cumpra pena em casa devido às condições precárias de saúde que vem apresentando.
Além da situação médica, outros fatores devem levar o ministro a seguir esse caminho. O primeiro deles é que, se algo mais grave acontecer ao Bolsonaro no presídio agora, os ataques a Moraes devem aumentar exponencialmente. O ministro já enfrenta acusações depois que vazaram mensagens trocadas com Daniel Vorcaro no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro passado.
Hoje, é pequena a chance de abertura de processo de impeachment contra Moraes ou de instauração de uma CPI para investigar o escândalo do Banco Master no Congresso Nacional. A expectativa, no entanto, é que o quadro mude a partir de 2027. Ao afrouxar a prisão de Bolsonaro, Moraes sinaliza para a direita que quer distensionar o ambiente político.
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