Por Fausto Macedo, Felipe de Paula e Marcelo Godoy
Aniversário general’: coronel da PM tinha grupo no WhatsApp com ‘companheiro’ do PCC, aponta MP
Luiz Carlos Pereira Martins, aposentado da cúpula da PM e ex-chefe da Diretoria de Ensino e Cultura da corporação, intermediava contatos políticos e fazia festas com Cléber Azevedo dos Santos, operador financeiro da facção e principal alvo da Operação Janus, deflagrada nesta nesta terça-feira, 21; ‘Estadão’ pediu manifestação da PM e busca contato direto com os citados
Um grupo de WhatsApp batizado “Aniversário general”, ativo ao menos até 21 de novembro de 2023, reunia o coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Luiz Carlos Pereira Martins, e o “companheiro” do Primeiro Comando da Capital (PCC) Cléber Azevedo dos Santos. Segundo os promotores do Ministério Público de São Paulo que conduzem a Operação Janus, deflagrada nesta terça-feira, 21, as mensagens trocadas no grupo tinham “caráter pessoal e social, com referências a eventos e celebrações”.
Aposentado da cúpula da PM, Pereira Martins não foi alvo da operação nesta manhã. A reportagem pediu manifestação da corporação sobre as menções ao coronel e busca contato direto com ele. O espaço está aberto.
A partir do achado “Aniversário general”, os promotores descobriram que Cléber “companheiro” mantinha relação de amizade com o coronel Pereira Martins. Segundo os investigadores, o vínculo permaneceu mesmo após Cléber se tornar alvo de operações policiais de grande repercussão, como a Operação Fractal, deflagrada no fim de 2022.
Os promotores afirmam que a relação entre o coronel e o “companheiro” do PCC ultrapassava contatos ocasionais. “Aniversário general” contém registros em que Pereira Martins teria se prontificado a auxiliar os investigados e intermediar negociações com autoridades e políticos, inclusive o ex-candidato à prefeitura do Guarujá, no litoral paulista, coronel Rogério (PRTB), nas eleições de 2024.
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