Por Leticia Fernandes – Estadão
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), eleita senadora pelo Distrito Federal, evitou mais uma vez entrar de cabeça na campanha de Flávio Bolsonaro. Após ser eleita senadora, optou por se dedicar no segundo turno a agendas com a governadora do DF, Celina Leão (PP), que tenta a reeleição e é amiga próxima de Michelle.
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Um dos motivos alegados por seus aliados é a facilidade de fazer campanha “em casa”, já que a ex-primeira-dama se divide entre as atividades políticas e os cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar em Brasília.
Apesar disso, apareceu poucas vezes ao lado do enteado, com quem teve uma relação conturbada ao longo da corrida eleitoral. Em um dos momentos mais tensos da pré-campanha, em junho, Michelle gravou um vídeo para dizer que tinha sido humilhada por Flávio. Após aliados entrarem em campo para abaixar a temperatura, inclusive Celina, o atrito foi aparentemente resolvido.
Uma ala do PL ouvida pela Coluna do Estadão afirma que Michelle tem pedido votos para o enteado em discursos e que os atos com Celina também servem para alavancar o nome de Flávio no Distrito Federal. O Estado deu vitória ao candidato do PL no primeiro turno, mas foi uma das regiões onde a votação de Lula aumentou em relação a 2022.
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