A tática do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas, ameaçar anexar territórios e questionar pactos de defesa levou os principais aliados americanos a visitarem a China nos últimos meses com o intuito de melhorar as relações com Pequim e diversificar os laços. Líderes do Reino Unido, Canadá, França, Coreia do Sul e União Europeia (UE) estiveram no país asiático e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, tem viagem prevista para o final de fevereiro.
Estes países colocaram de lado as diferenças com a China em temas como direitos humanos, espionagem, interferência eleitoral e guerra na Ucrânia com o intuito de tentar reduzir a dependência americana e navegar em águas geopolíticas mais tranquilas em meio a instabilidade trumpista.
Líderes que visitaram Pequim em janeiro, como o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ressaltaram que as viagens tiveram como objetivo a captação de investimentos chineses, sem mencionar temas indigestos.
Mas o esforço pode não ter o resultado esperado, de acordo com analistas entrevistados pelo Estadão. “Países como Canadá e Reino Unido estão em uma posição difícil, mas ir atrás da China para diversificar a economia provavelmente será decepcionante”, aponta Jonathan Czin, um pesquisador do Instituto Brookings que trabalhou para a CIA analisando a política chinesa.
Economia
As visitas a Pequim foram consideradas positivas pelos dois países e classificadas como um primeiro passo para melhores relações entre Pequim e o Ocidente. Starmer foi o primeiro líder britânico a visitar a China desde Theresa May em 2018 e anunciou acordos para o setor de serviços, finanças, tecnologia e vistos. O primeiro-ministro do Reino Unido também garantiu uma redução de tarifas em produtos como o uísque escocês.
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