Custo médio da dívida pública federal chegou a 12,68% ao ano em junho, impulsionado pela Selic ainda elevada, complicando a gestão das contas públicas em meio a um cenário econômico desafiador
Por Luiz Guilherme Gerbelli – Estadão
O custo médio da dívida da União no acumulado de 12 meses alcançou, em junho, o maior patamar desde setembro de 2016, quando o Brasil enfrentava uma dura recessão econômica e tentava deixar para trás a crise política que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Segundo dados do Tesouro Nacional, o custo médio da Dívida Pública Federal (DPF) chegou a 12,68% ao ano. Foi o quarto mês seguido de alta. Em maio, o custo calculado pelo Tesouro era de 12,31% ao ano.
O aumento do custo médio da dívida dificulta ainda mais o controle das contas públicas, um dos principais problemas da economia brasileira. O Brasil tem um endividamento elevado para economias consideradas emergentes, o que amplia a percepção de risco dos investidores com o País.
O efeito desse aumento na economia é perverso. Quando o custo da dívida pública aumenta, o governo precisa gastar mais dinheiro para pagar juros aos investidores que compram títulos públicos. Ou seja, diminui o espaço para outras despesas, como saúde, educação, infraestrutura e segurança.
Isso causa um ciclo vicioso. Para continuar gastando, o governo se endivida mais, os juros permanecem altos e o custo dos empréstimos para empresas e população sobe. Resultado é um crescimento menor.
Um reflexo da taxa elevada de juros
De acordo com o Tesouro, além do custo, o estoque da Dívida Pública Federal aumentou 2,61% em junho, na comparação com maio, de R$ 9,033 trilhões para R$ 9,268 trilhões. A DPF inclui a dívida interna e externa.
Esta notícia foi lida 108 vezes!
ORC FM 94.9 Mhz Orlândia Rádio Clube
