Plano de criar empresa para administrar competições, inclusive a Copa do Mundo, divide opiniões entre as federações
A reação mais extrema ao plano de Gianni Infantino, a venda de parte dos negócios da Fifa a investidores, partiu da Uefa. Nesta quinta-feira (30), a confederação anunciou a retirada de todos os 55 países filiados a ela das competições globais até que plano de venda de ações seja revogado.
“Rejeitamos, de forma unânime e inequívoca, a proposta da Fifa de transferir participações na propriedade da Copa do Mundo e de outras competições para investidores privados”, escreveu a entidade europeia em comunicado.
O posicionamento desta quinta escala em relação à primeira resposta dada pela Uefa ao caso. Na quarta (29), a entidade afirmou que havia “grande oposição” aos planos e criticou o prazo que Infantino deu às federações para votar a proposta.
O presidente da Fifa estabeleceu um prazo de 53 dias, até 19 de setembro, para que todos os países filiados a ela decidam se aceitam ou rejeitam a oferta da Thrive Capital, sob o risco de perder a oportunidade de embolsar US$ 10 bilhões imediatos.
“Isso diz tudo o que você precisa saber sobre esse plano”, debochou a Uefa.
No contexto, existe uma disputa política e comercial entre Fifa e Uefa. A Copa do Mundo de Clubes ameaça de certa forma o domínio da Liga dos Campeões, como produto global de futebol, e também aperta o calendário para as competições.
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