Banqueiros de Wall Street estão otimistas em relação à economia dos Estados Unidos, que deve crescer ainda mais em 2026. Mas é só. Passado o primeiro ano da gestão de Donald Trump, a nata financeira americana evita embates públicos com o chefe da Casa Branca, mas não esconde a insatisfação com medidas que atingem diretamente o dia a dia do setor. Em defesa, alegam que a tal da “affordability”, ou acessibilidade, no bom português, ao contrário, pode restringir mais do que facilitar a vida dos americanos quando o assunto é dinheiro.
“Estamos sempre interessados em colaborar com o governo para implementar soluções mais eficazes que promovam a expansão do crédito a preços acessíveis para aqueles que mais precisam”, disse a presidente do Citi, Jane Fraser, a analistas e investidores, na quarta-feira, 14. “Mas um limite de taxa não é algo que possamos apoiar.”
Fraser se referia à intenção de Trump de impor um teto de 10% nas taxas cobradas no cartão de crédito. O alerta foi reforçado por outros colegas de Wall Street durante a divulgação de resultados do quarto trimestre. Segundo os banqueiros, medidas como a proposta pelo chefe da Casa Branca não têm o objetivo esperado, mas podem acabar causando mudanças drásticas, com menos americanos tendo cartão de crédito e saldo disponível para suas compras.
“Se você reduzir os limites, vai restringir o crédito, o que significa que menos pessoas obterão cartões de crédito e o saldo disponível também será restrito e seguro”, disse o presidente do Bank of America (BofA), Brian Moynihan. O banqueiro defendeu que o debate fosse balanceado com o objetivo de aumentar a acessibilidade de custos de vida aos consumidores americanos. “Somos favoráveis à acessibilidade”, disse, ponderando que colocar teto nas taxas pode gerar “respostas não intencionais”.
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