Começa nesta quinta-feira (3) o embargo da União Europeia a produtos de origem animal do Brasil. Com a medida, o país fica impedido de exportar carne bovina, suína, frango, mel, pescados e ovos para as 27 nações do bloco.
A decisão pode ser revertida, a depender das negociações entre a UE e o governo brasileiro. Nesta semana, por exemplo, o bloco realiza no Brasil uma auditoria nas cadeias de produção de frango e mel, que deve ser concluída até sexta-feira (4). O resultado, porém, ainda será analisado pela UE, processo que deve levar cerca de dois meses.
O tratado foi alvo de forte resistência de agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos, sobretudo do Brasil, principal exportador agrícola do Mercosul para a União Europeia.
Os demais países do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — seguem autorizados a exportar para os europeus.
A seguir, veja como foram as negociações e o que o setor espera.
Como foram as negociações e o que o Brasil propôs
O governo brasileiro negocia com a UE desde o anúncio da decisão. Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo o uso de alguns antimicrobianos, como avoparcina, virginiamicina e bacitracina. No mês seguinte, o governo brasileiro propôs à UE um período de transição, mas o bloco recusou a proposta.
Em junho, o governo anunciou um novo protocolo de controle sobre uso de antimicrobianos na pecuária. As regras preveem o rastreamento do animal desde o nascimento até o abate para comprovar que essas substâncias não foram utilizadas.
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