O Irã conseguiu manter uma boa parte de seus 400 kg de urânio altamente enriquecido, o suficiente para cerca de dez bombas; Rubio falou da necessidade de apreender esse material, mas isso exigiria uma operação militar sem precedentes em território iraniano
No ano passado, Donald Trump afirmou ter “aniquilado” o programa nuclear iraniano. A afirmação era difícil de sustentar, visto que o Irã conseguiu manter uma boa parte de seus 400 kg de urânio altamente enriquecido (UAE), o suficiente para cerca de dez bombas, caso seu grau de enriquecimento aumente um pouco mais. Na semana passada, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, falou da necessidade de apreender esse material. ”As pessoas terão que ir buscá-lo”, decretou. Isso, no entanto, exigiria uma operação militar sem precedentes em território iraniano. Seria possível?
O primeiro problema é descobrir onde o urânio foi armazenado. Em 9 de março, Rafael Grossi, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão de vigilância da ONU, afirmou que ele estava “principalmente” em Isfahan, no centro do Irã, presumivelmente em túneis cujas entradas foram seladas com terra em fevereiro. Parte dele também permanece nas usinas de enriquecimento de Natanz e Fordow, esta última enterrada no interior de uma montanha que foi bombardeada em junho passado.
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