Ministro do STF é sócio anônimo da Maridt, oficialmente administrada por dois irmãos e que manteve cotas do resort Tayayá no Paraná
Por Luiz Vassallo e Vera Rosa
Crédito: Pedro Augusto Figueiredo | Edição: João Abel
SÃO PAULO e BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, é sócio anônimo da empresa Maridt que é dirigida por seus dois irmãos e tinha participação em dois resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu sua fatia no negócio de hospedagem no Paraná a fundos de investimentos que tinham como acionista o pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Por conta da participação na empresa, Toffoli recebeu dividendos. As transações financeiras da Maridt estão declaradas à Receita Federal. Essas informações foram confirmadas ao Estadão por duas fontes: uma do STF e outra por advogado que atuou junto ao resort no interior do Paraná.
O colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, noticiou que a pessoas próximas, Toffoli tem admitido essa participação formal no negócio. O Estadão também conversou com uma pessoa que prestou serviços a uma das empresas que administram o resort. Ela tratou diretamente com o ministro sobre questões relacionadas ao empreendimento.
Nesta quarta-feira, 12, veio a público informação de que a Polícia Federal pediu a suspeição de Toffoli por conta de seu envolvimento com Vorcaro. Foram encontradas conversas entre o banqueiro e o ministro em celular apreendido pela PF. Também foram identificadas menções a Toffoli em troca de mensagens de Vorcaro com terceiros.
Em nota, o ministro diz que a PF parte de ilações e não tem poder legal para requisitar que o magistrado do STF se afaste de um caso. Toffoli é relator das investigações que envolvem o Banco Master. A defesa de Vorcaro reclamou de “vazamento seletivo de informações”.
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