Carolina Brígido
Estadão
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão revoltados com a hipótese de uma reportagem publicada no Poder360 ter sido escrita a partir de uma gravação clandestina de duas reuniões ocorridas a portas fechadas na Corte na quinta-feira, 12. Os encontros ocorreram na presidência do Supremo, com a presença apenas de ministros.
Em caráter reservado, fontes do tribunal afirmaram que ao menos quatro dos 10 integrantes da Corte estariam indignados por terem sido alvo de gravação. Há desconfiança que o autor seria Dias Toffoli. Perguntado pelo Estadão, o ministro negou: “Claro que não”.
Nos bastidores, não foi descartada a abertura de uma sindicância para apurar se houve vazamento e descobrir eventual responsável por ela. Entretanto, parte dos ministros considera melhor não divulgar a suspeita, para que o Supremo não seja novamente inserido na crise do Banco Master. Procurado, Edson Fachin não informou se pretende abrir uma investigação.
As duas reuniões foram realizadas para discutir o questionamento feito pela Polícia Federal sobre a suspeição de Dias Toffoli na relatoria das investigações. A solução apontada foi que o ministro deixasse o caso e, em compensação, o tribunal redigiria uma nota assinada por todos os integrantes em apoio a Toffoli.
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