Por Daniel Medici – G1
Segundo jornal ‘La Repubblica’, cidadãos italianos pagavam o equivalente a até R$ 610 mil a militares sérvio-bósnios para passar um fim de semana nas colinas ao redor da cidade atirando em alvos durante cerco à capital da Bósnia e Herzegovina, entre 1992 e 1996.
A promotoria de Milão colocou um idoso italiano sob investigação em meio a um inquérito sobre um suposto esquema de “safári humano” em Sarajevo na década de 1990, disseram nesta quarta-feira (4) duas fontes à agência Reuters.
As fontes disseram que o homem, o primeiro indivíduo a ser identificado na investigação iniciada no ano passado, é um ex-caminhoneiro de 80 anos que vive perto da cidade de Pordenone, no norte da Itália.
A promotoria está investigando alegações de que estrangeiros pagavam para atirar em civis durante o cerco de Sarajevo, capital da Bósnia, durante a guerra na antiga República da Iugoslávia, há três décadas.
O homem, que não teve o nome divulgado, enfrenta acusações de vários homicídios premeditados, agravados por motivos obscuros, disseram as fontes. As fontes da Reuters não informaram se ele é suspeito de ter cometido os assassinatos diretamente ou de ter ajudado no transporte e logística para os clientes.
A promotoria de Milão colocou um idoso italiano sob investigação em meio a um inquérito sobre um suposto esquema de “safári humano” em Sarajevo na década de 1990, disseram nesta quarta-feira (4) duas fontes à agência Reuters.
As fontes disseram que o homem, o primeiro indivíduo a ser identificado na investigação iniciada no ano passado, é um ex-caminhoneiro de 80 anos que vive perto da cidade de Pordenone, no norte da Itália.
Turismo de guerra
Em novembro de 2025, o Ministério Público da cidade de Milão, na Itália, abriu uma investigação para apurar a atuação de cidadãos italianos em “safáris humanos” durante o cerco à cidade de Sarajevo, um dos episódios mais sangrentos da Guerra da Bósnia, nos anos 1990.
Segundo a denúncia, os “turistas de guerra” chegavam a pagar uma quantia que equivaleria a entre 80 mil e 100 mil euros em valores atuais (entre R$ 490 mil e R$ 610 mil) às milícias sérvio-bósnias e a intermediários para serem armados com fuzis e posicionados nas colinas ao redor da cidade.
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