Os cinco integrantes do comitê executivo do grupo de trabalho instituído pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Edson Fachin, para estudar a remuneração no Poder Judiciário ganharam acima do teto constitucional em 2025.
Somados, os vencimentos brutos dos cinco equivale à cifra de R$ 8,3 milhões no ano passado. A remuneração média por mês, excluindo o 13º salário, variou entre R$ 71,2 mil até R$ 189,1 mil.
Os dados foram levantados no Painel de Remuneração dos Magistrados, do CNJ. Os pagamentos são automáticos, conferidos pelo Estado, e não partiram de solicitação individual. O Estadão procurou o CNJ e os tribunais aos quais magistrados mencionados fazem parte.
O CNJ afirmou que a remuneração dos magistrados brasileiros segue a Constituição e que os indicados por Fachin, selecionados por “seus perfis técnicos, experiência administrativa e reconhecida capacidade de gestão pública”, recebem subsídios fixados pelos seus respectivos tribunais de origem, “que vêm se adequando à determinação do STF desde a folha de pagamento de maio de 2026″ (veja mais abaixo).
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