Ao menos cinco suspeitos de integrar o grupo que planejava um ataque com uso de bombas caseiras na Avenida Paulista, um dos principais cartões-postais de São Paulo, foram detidos na tarde desta segunda-feira, 2, quando já estavam no Parque Trianon, bem em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Um deles, um homem de 26 anos, foi preso em flagrante ao ser localizado com artefatos que seriam destinados à produção de explosivos do tipo “coquetel molotov”, segundo boletim de ocorrência ao qual o Estadão teve acesso.
O registro aponta que, ao ser questionado pela polícia, ele disse que montaria “coquetéis molotov para se defender”. O jovem estaria na posse de “óleo de motor, três garrafas de vidro, pedaços de pano e isqueiro”. A defesa dele não foi localizada.
Os outros quatro – três homens e uma mulher – foram liberados após prestar depoimentos no 78º Distrito Policial (Jardins). Segundo o B.O., eles portavam itens como sinalizadores, isqueiros e cartazes para o que diziam ser uma manifestação, intitulada “Manifestação Gen Z Acorda Brasil – Fora Corruptos”.
“Não tinha pauta nenhuma, mas eles (os alvos da operação desta segunda) queriam tumultuar, angariando pessoas para fazer uma manifestação e para fazer um tipo de ‘atentado’”, afirmou, em coletiva realizada nesta segunda, o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, à frente da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP).
Como mostrou o Estadão, a Polícia Civil de São Paulo realizou uma ação para impedir o possível ataque a bomba que estava sendo planejado para a Avenida Paulista. Em paralelo, um plano do tipo também foi desmobilizado no Rio.
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