(16) 3826-3000
(16) 9.9995-9011
Home / Brasil / Quem pode liderar o Irã agora? Herdeiro da antiga monarquia quer comandar transição de poder no país

Quem pode liderar o Irã agora? Herdeiro da antiga monarquia quer comandar transição de poder no país

A Revolução Islâmica de 1979 derrubou a monarquia e instaurou a República Islâmica. Décadas depois, em meio à nova crise, o herdeiro do último xá reaparece dizendo estar pronto para voltar ao país.

Quase cinquenta anos depois da revolução dos aiatolás, o príncipe da antiga monarquia anunciou que se dispõe a liderar uma transição. Um cenário improvável, na opinião dos especialistas.

Entre a memória do regime do xá, a repressão da república islâmica e uma sociedade marcada por divisões e protestos, o país se vê diante da mesma encruzilhada de 1979.

Mal começaram os bombardeios neste sábado (28), e um homem, de postura solene, gravou uma mensagem em persa ao povo do Irã:

“A ajuda que o presidente dos estados unidos da américa prometeu ao bravo povo iraniano acaba de chegar”, disse Reza Pahlavi.

 

Reza Pahlavi é filho de Mohamed Reza Pahlevi, o último xá do Irã. Em persa, o xá é o rei dos reis.

“Eu espero estar ao seu lado o mais breve possível para que, juntos, possamos retomar o Irã e reconstruí-lo”.

 

O autointitulado príncipe do Irã, exilado aos 18 anos com o próprio pai, que havia sido deposto pela revolução, tem se apresentado como a salvação de um país em crise.

“Eles me convocaram. Eu vou voltar ao Irã e garantir uma transição estável”, apontou o Pahlavi.

 

Mas quem está querendo a volta da monarquia? O principal apoio vem de fora, dos iranianos que foram exilados com a família real.

“Essa comunidade da diáspora é uma grande apoiadora da família da dinastia Pahlavi. Já dentro do Irã, a situação é mais multifacetada. O apoio a ele já não é tão grande assim“, explica o historiador especialista em política internacional Filipe Figueiredo.

O analista Paulo Hilu diz que a monarquia teria apoio de alguns setores, como os comerciantes, e se favorece da falta de memória. A maior parte da população nasceu e cresceu depois da revolução que depôs o xá em 1979.

“Na verdade, o príncipe não é nenhuma alternativa, ele representa justamente esse descrédito geral das figuras políticas dentro do Irã. Tendo dito isso, ele voltar sobre bombas americanas israelenses e tanques americanos israelenses, obviamente, não vai garantir com ele nenhuma legitimidade”, comenta o coordenador do núcleo de estudos do Oriente Médio na Universidade Federal Fluminense (UFF).

Esta notícia foi lida 46 vezes!

Autor redacao

Deixe uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*


Popups Powered By : XYZScripts.com