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BC enfrentava quadrilha infiltrada no órgão, e dúvida é se Toffoli teria autorizado operação

Por Alvaro Gribel

Estadão

A terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira, 4, é a maior vitória do Banco Central desde que o Master foi liquidado, em novembro do ano passado. A grande dúvida é se o ministro Dias Toffoli, que ficou por dois meses como relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), teria tomado a mesma decisão do ministro André Mendonça, que autorizou as prisões do banqueiro Daniel Vorcaro e de seu cunhado Fabiano Zettel. Tudo indica que não.

As informações contidas no relatório da PF são extremamente graves e mostram que o Banco Central estava enfrentando uma organização criminosa, capaz de planejar ataques violentos contra jornalistas, e que incluía dois dirigentes do próprio BC. Eles recebiam mesada do banqueiro para atuar como consultores e repassar informações de dentro da autoridade monetária para burlar a supervisão feita pelo órgão.

O caso Master fugiu do padrão normal de fiscalização bancária e virou caso de polícia com a cooptação de servidores da alta cúpula do BC que atuavam infiltrados no órgão. A operação de hoje também mostra que o BC acertou em abrir uma investigação interna, que levou ao afastamento do ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e do ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC Belline Santana, em janeiro passado.

Foi com base nessas informações, repassadas pelo BC à PF, que Mendonça autorizou as prisões e todas as medidas cautelares que envolveram os ex-dirigentes do banco. Segundo a PF, eles receberam mesada, forjaram a prestação de serviços, e até uma viagem à Disney de Paulo Sérgio com a família teria contado com a ajuda de Vorcaro.

Pessoas próximas ao BC informam que a relação do presidente do Banco Central Gabriel Galípolo com Paulo Sérgio não era boa em relação à fiscalização do Master e que houve discussões acaloradas entre eles envolvendo o banco. Galípolo, por ter sido presidente do Fator, um banco pequeno para médio como o Master, estranhava os números do balanço do Master que eram defendidos pelo ex-diretor.

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