O acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) cria um mercado de aproximadamente US$ 22 trilhões e pode elevar as exportações brasileiras em US$ 7 bilhões, estima a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil)
Para o presidente da Apex, Jorge Viana, após 26 anos de negociações, a aprovação do acordo marca um “novo capítulo” para o comércio internacional brasileiro. “Esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio perdeu importância, e nós estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo”, disse em nota.
Nos cálculos da Apex, o acordo une uma potencial população de mais de 700 milhões de habitantes entre os dois blocos com Produto Interno Bruto (PIB) perto de US$ 22 trilhões. “É o segundo fluxo comercial que o Brasil tem com o mundo, só perde para a China, e o mais importante: é um comércio equilibrado, praticamente 50 a 50”, afirmou Viana, citando aumento de 4% nas exportações brasileiras para a região em 2025.
Segundo a Apex, as exportações brasileiras para a UE estão concentradas em produtos da indústria de processamento. “Mais de um terço daquilo que o Brasil exporta para a região é composto de produtos da indústria de processamento. Temos um comércio de excelente qualidade com a União Europeia. O Mercosul se associa a uma das regiões com o maior potencial de consumo do mundo. O resultado será muito bom para todos”, ressaltou Viana. No último ano, o Brasil exportou em especial carne de aves, carne bovina e etanol para o bloco europeu.
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