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China impõe cotas à carne bovina e reduz espaço do Brasil no maior mercado global

A decisão do governo chinês de adotar medidas de salvaguarda sobre a importação de carne bovina deve gerar um impacto relevante para o Brasil, com queda expressiva no volume exportado ao principal destino da proteína nacional. A avaliação é do sócio-diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres, ao comentar o anúncio feito pelas autoridades chinesas na quarta-feira (31/12).

Segundo Torres, embora o mercado já esperasse a imposição de cotas e tarifas, o efeito prático sobre o Brasil é significativo. Pelas novas regras, o País, que vinha exportando cerca de 1,5 milhão de toneladas de carne bovina por ano para a China, terá uma cota de pouco mais de 1,1 milhão de toneladas em 2026. “Na prática, o Brasil deve deixar de exportar perto de 500 mil toneladas de carne bovina ao mercado chinês em 2026. É um baque, porque era um fluxo que vinha crescendo”, afirmou.

Na análise do especialista, outros grandes exportadores da América do Sul devem sentir menos os efeitos da medida. “Quem sai beneficiado nessa história é a Argentina e o Uruguai, se você fizer a comparação com o tamanho do rebanho deles. O Brasil, nesse aspecto, foi penalizado”, disse Torres. Ele acrescenta, no entanto, que empresas com atuação regional podem encontrar oportunidades indiretas. “Quem sai beneficiado nessa história é a Argentina e o Uruguai, se você fizer a comparação com o tamanho do rebanho deles. O Brasil, nesse aspecto, foi penalizado”, disse Torres, ao observar que grupos com plantas frigoríficas nesses países, como a Minerva (BOV:BEEF3), podem mitigar parte do impacto.

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