Por Isadora Duarte (Broadcast), Gabriel Azevedo (Broadcast), Leandro Silveira (Broadcast) e Julia Maciel
Estadão
O agronegócio brasileiro será um dos setores mais expostos ao choque de custos decorrentes do conflito no Oriente Médio. A continuidade do conflito e o potencial de expansão regional impõe a elevação dos custos de produção para a próxima safra e, em última instância, põe em xeque a expansão na área plantada e os investimentos em tecnologia na safra 2026/27.
Analistas de mercado, especialistas em comércio internacional, entidades do setor e integrantes do governo ouvidos pelo Estadão/Broadcast Agro apontam a energia como principal canal de impactos ao agronegócio nacional. Isso porque os conflitos geram prêmio de risco ao petróleo com aumento dos preços do óleo bruto, o que desencadeia a alta dos preços do diesel, dos fertilizantes e do frete.
Fontes do setor convergem na avaliação de que a escalada do conflito envolvendo o Irã contamina rapidamente preços e logística globais, sobretudo via aumento do preço do petróleo e do gás natural e de rotas marítimas. Isso se traduz em aumento de custos de produção no agronegócio brasileiro e reacende a inflação do lado do fornecimento de insumos ao setor, em cenário de preços baixos de commodities e margens de rentabilidade apertadas.
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