História de Fernanda Bassette
Por que a nova insulina disponível no SUS é considerada um avanço
No início de fevereiro, o Ministério da Saúde iniciou o que é considerado um avanço no tratamento do diabetes: a transição do uso da insulina humana NPH para a glargina no Sistema Único de Saúde (SUS).
A principal diferença está no funcionamento do medicamento: desenvolvido para liberação lenta e contínua, ele mantém níveis de glicose mais estáveis ao longo do dia e pode favorecer a adesão ao tratamento.
Enquanto a insulina humana NPH costuma agir por cerca de oito horas, exigindo reaplicações ao longo do dia, a glargina pode ser administrada apenas uma vez ao dia. “Ela foi desenvolvida para ter uma duração média de 18 a 24 horas no organismo. Isso faz com que permaneça mais tempo no corpo e facilite o uso por quem precisa aplicá-la”, explica o endocrinologista Gustavo Daher, do Einstein Hospital Israelita.
Diferentemente da insulina tradicional, disponível há décadas na rede pública, a nova versão permite um controle glicêmico contínuo. Esse efeito é possível por causa de mudanças na própria estrutura da molécula: a glargina forma microcristais no tecido subcutâneo após a aplicação, o que faz com que a insulina seja liberada aos poucos na circulação.
Outra vantagem é a ausência de picos de ação. “Ela começa a agir dentro de uma ou duas horas enão é disponibilizada pelo organismo de uma só vez”, detalha Daher.
Essa característica tem impacto direto na segurança do tratamento. Picos elevados de insulina podem levar a episódios de hipoglicemia, que acontecem quando os níveis de açúcar no sangue caem demais.
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