Exportações para os EUA caem 6,5% em 2026, mas Brasil diversifica mercados na China, Índia e Japão para compensar; guerra no Oriente Médio impulsionou venda de petróleo para o exterior
Por Flávia Said
Mesmo com os choques externos decorrentes das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e da guerra no Oriente Médio, a balança comercial brasileira segue resiliente e caminha para atingir, em 2026, o segundo maior superávit da história. As oscilações no preço do barril do petróleo neste ano têm contribuído de forma significativa para os bons números das exportações brasileiras, mesmo com uma redução relativa do preço do petróleo no mês passado.
As mudanças no cenário externo levaram o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a rever duas vezes a projeção do superávit da balança comercial. Inicialmente, a primeira estimativa, apresentada em abril, era de um superávit de US$ 72,1 bilhões, subindo para US$ 90 bilhões em julho — em meio à alta do petróleo tipo Brent — e, no início de outubro, a projeção caiu para US$ 84,4 bilhões — desta vez, influenciada pela redução relativa no preço do barril.
Estão projetados US$ 382,5 bilhões em exportações (número 9,8% maior do que no ano passado) e US$ 298,1 bilhões em importações (6,4% maior do que em 2025).
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