O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai mudar a chamada “cozinha” do Palácio do Planalto para o seu quarto mandato. Embora os nomes ainda não estejam definidos, Lula disse a aliados do PT que, após o feriado de Finados, começará a chamar presidentes de vários partidos para conversar. O Centrão está na lista dos interlocutores, mas Lula avisou que, desta vez, quem integrar a equipe terá de apoiar o governo no Congresso.
O líder do PT no Senado, Camilo Santana, é hoje visto como pule de dez para ser o “capitão do time” e assumir a Casa Civil da Presidência. Ex-governador do Ceará e ex-titular da Educação, Camilo ganhou destaque no segundo turno da campanha, assim como Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí.
Lula afirmou em petit comité, na terça-feira, 27, quando completou 81 anos, que quer dar uma nova fisionomia ao governo e montar um time de vencedores nas urnas a seu lado. A ideia é arejar o núcleo duro da equipe.
As mudanças no Planalto vão nessa direção e, de quebra, projetam quem pode ser o sucessor de Lula, em 2030. Mesmo que a disputa interna pelo espólio do presidente pareça distante, ela já está em curso nos bastidores e será deflagrada entre o Nordeste, que lhe deu a maioria de votos, e o Sudeste, berço político do PT.
Derrotado na eleição para o Palácio dos Bandeirantes, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad era até aqui o nome cogitado para a Casa Civil. Agora, no entanto, interlocutores do presidente dizem apenas que “Haddad será o que quiser”, com a ressalva de que Camilo tem mais perfil para a Casa Civil.
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