A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos abre uma disputa acirrada pelo comando da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito para o quarto mandato. Até agora, o PL não definiu quem exercerá esse papel e há uma briga nas fileiras do bolsonarismo pelo espólio político de Jair Bolsonaro.
Embora o mandato de Flávio termine em 31 de janeiro de 2027, data em que perde o foro por prerrogativa de função, ele próprio anunciou, um dia após a derrota para Lula, que irá “organizar” a oposição ao governo. A portas fechadas, aliados de Flávio dizem que os senadores eleitos Michelle e Carlos Bolsonaro, ambos do PL, não têm esse perfil. Os dois, aliás, nem se falam.
Há, nos bastidores do Palácio do Planalto, o receio de que Flávio possa insuflar um movimento como o que ocorreu em 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Jair Bolsonaro participaram de uma intentona golpista na Praça dos Três Poderes. Mas Lula, que nesta terça-feira completou 81 anos, disse não acreditar nisso.
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