Família do ministro Dias Toffoli era dona de parte do resort até 2021. Irmãos do ministro venderam participação no hotel de luxo em 2025, mas magistrado continuou a viajar para o local
Seguranças que atendem o Supremo Tribunal Federal (STF) teriam passado ao menos 134 dias no Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR), entre janeiro de 2022 e novembro de 2025, conforme indicam as diárias pagas a esses profissionais. A família do ministro Dias Toffoli era dona de parte do resort até 2021.
As diárias dos seguranças que atenderam autoridade do STF custaram R$ 548,9 mil aos cofres públicos. O total pode ser calculado a partir da prestação de contas do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, de São Paulo, que deslocou equipes de segurança para atender ao Supremo nas viagens ao Paraná. Os dados foram divulgados pelo portal Metrópoles e confirmados pelo Estadão.
Segundo as notas postadas no site do TRT, os seguranças foram deslocados para “prestar apoio em segurança e transporte para autoridade do Supremo Tribunal Federal, na cidade de Ribeirão Claro”. O TRT não informa qual ministro pediu as equipes e os dados financeiros de dezembro de 2025 ainda não foram publicados.
Os irmãos de Toffoli cederam uma fatia milionária no resort a um fundo da Reag Investimentos, investigada por abrigar teias de fundos ligados ao Banco Master e suspeitos de sonegação bilionária no mercado de combustíveis.
Segundo o jornal O Globo, a maior parte dos dias de viagens ao resort ocorreu durante o recesso do Judiciário, que acontece nos meses de janeiro, julho ou dezembro. 37 dias incluem, em parte, fins de semana, e 16 correspondem a feriados de Carnaval e Corpus Christi.
Reportagens do jornal Folha de S. Paulo e do site Metrópoles mostraram que Toffoli continua a visitar o resort com os irmãos, José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, e outros familiares, mesmo após a venda do controle do Tayayá para o advogado Paulo Humberto Costa, em fevereiro de 2025.
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