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ORC completa 78 anos

A ORC completa neste dia 16-03-206, 78 anos de sua fundação.

A Orlândia Rádio Clube Ltda foi fundada por Antônio Martins em l948 e entrou em operação dia 16-03-51. É a terceira empresa mais antigas de Orlândia e uma das primeiras estações radiofônicas do Brasil.

 

A emissora está atrasada com seus planos há quase 50 anos, não por vontade própria. Ao contrário, seu diretor Chéster Martins, há muito tempo ensaia tornar público, uma história suja e de corrupção, que provocou atraso e um balde de água fria nas pretensões do empresário e da emissora.

A história:

No início da década de 70, com pouco mais de 20 anos, Chéster Martins estava com “todo gás”. Cheio de projetos e a dinâmica da juventude. Já emancipado e diretor da Orlândia Rádio Clube elaborou um projeto para instalar uma nova emissora FM na cidade. Esteve em Brasília dezenas de vezes, inclusive com seu engenheiro na época, Erick Schimith Andrade. Falou pessoalmente com o general Euclides Quandt de Oliveira,  Ministro das Comunicações de Ernesto Geisel, na época. O Projeto foi aprovado e a cidade de Orlândia seria uma das primeiras do Brasil a ter uma emissora FM. Mas, como o edital é público, a licitação teve outros grupos concorrentes. O Brasil vivia o período do Governo Militar e o deputado Sérgio Cardoso de Almeida (Arena), aliado do governo, alertou a emissora que havia um empecilho, o qual precisava ser observado e acertado na cidade de Cajuru. Chéster Martins, com seu amigo Antonio Luis Perón, como testemunha, foi até a cidade indicada e constatou que no referido endereço funcionava (ou não) uma estação sucateada de rádio. E constatou, que de fato, não se tratava de outra coisa senão a necessidade de pagar alguma coisa para alguém.

Antonio Martins, pai de Chéster, fervoroso patriota, confiante e fiel ao governo militar, não acreditou que pudesse existir algum tipo de irregularidade ou falcatrua neste processo. E não era e nunca foi o perfil do “Martins” submeter-se à coisa do gênero. Como o projeto tinha sido elaborado por um dos melhores engenheiros da época e tinha todo apoio documentado da comunidade, do governador do Estado, do Prefeito, deputados e até do padre, confiou fielmente na honradez do governo militar. É possível que a cúpula militar não estivesse envolvida diretamente no esquema. Mas a corrupção é endêmica e intrínsica ao poder brasileiro desde os tempos do império. Pai e filho não aceitaram a proposta indecente. Nem perguntaram quanto era a tal propina. Conclusão: a ORC perdeu o edital e o bonde da história. A emissora FM foi instalada em Orlândia e o grupo prosperou, enquanto a ORC permaneceu estabilizada nos negócios de radiodifusão.

A Orlândia Rádio Clube Ltda foi fundada por Antônio Martins em l948 e entrou em operação dia 16-03-51. É a terceira empresa mais antigas de Orlândia e uma das primeiras estações radiofônicas do Brasil.

De lá para cá, passou por várias adaptações: sociais, culturais e tecnológicas. Os costumes mudam e a forma de comunicação (abordagem da informação) também mudaram. E, assim, a ORC vem se reinventando e adaptando-se aos novos tempos. O diretor da ORC Chéster Martins, desde 08-06-1978, costuma dizer que “a ORC é velha assim, porque pensou no novo todo dia”.

Já teve programas de auditório, com cantores de todos os cantos do Brasil, novelas, historinhas infantis e pedidos musicais. Passaram pela ORC: Orlando Silva, Emilinha Borba, Dóris Monteiro, Cauby Peixoto, Ângela Maria, Cascatinha e Inhana, Mário Zan, Paulo Gracindo, Chitãozinho e Chororó, Leandro e Leonardo, João Paulo e Daniel, Matogrosso e Mathias, João Mineiro e Marciano, Rick e Renner, Garrincha, Dijalma Santos, Rivelino, Baldoqui, Seginho Chulapa, FHC, Mário Covas, Geraldo Alkimin e tantos outros artistas, atletas, políticos e personalidades.

Chegou a ter centenas de pedidos musicais em um único dia (naquele tempo pago). Já teve prefeito chorando no microfone da emissora, mulher de político reclamando da traição do ex-marido, seu diretor já recebeu ameaça de morte e até uma simulação de bomba relógio foi deixada à porta da emissora. O que pouco mudou foi o perfil jornalístico. Ele continua ainda mais forte que no passado. Fica evidente a necessidade e vontade do povo, pela busca da informação e sede de saber.

A agilidade do rádio ajuda e o foco na notícia local, consolida a audiência.

Foram muitas histórias vivenciadas. E outras, com certeza, a serem vividas.

 

 

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