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Idoso morre na véspera do Natal e família denuncia pinça esquecida dentro do corpo durante cirurgia em MG

Por Caroline Aleixo, Luan Borges, g1 Triângulo

A família de Manoel Cardoso de Brito, de 68 anos, acusa o Hospital Municipal de João Pinheiro, no Noroeste de Minas, de erro médico após o idoso morrer na véspera do Natal. Segundo os parentes, uma pinça cirúrgica foi esquecida dentro do corpo do paciente após a primeira cirurgia, fato que, segundo os familiares, só veio à tona depois do óbito.

A Secretaria Municipal de Saúde João Pinheiro confirmou, em nota, que houve a retirada de um corpo estranho durante a cirurgia do paciente e alegou que Manoel estava em estado grave, com várias comorbidades. Informou ainda que reforçou protocolos de segurança e abriu sindicância para apurar o caso. Leia mais abaixo.

O homem faleceu no dia 24 de dezembro – um dia antes de completar 69 anos – depois de passar por duas cirurgias na unidade de saúde.

De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), o idoso passou mal em casa no dia 4 de dezembro e foi levado até a Unidade de Pronto Atendimento da cidade.

Após exames, os médicos indicaram a necessidade de uma cirurgia de urgência, realizada no dia 5. A equipe informou que o procedimento havia transcorrido normalmente e que o paciente apresentava uma úlcera gástrica.

Manoel permaneceu dois dias na UTI e depois foi transferido para o quarto. Durante a internação, apresentou sinais de dor e sonolência excessiva, o que preocupou a cuidadora contratada pela família. No dia 11, após suspeita de um AVC, foi feita uma tomografia. Consta ainda no boletim que, pouco depois, o paciente foi levado às pressas para uma nova cirurgia, sem que a família fosse informada sobre os motivos.

Após o segundo procedimento, os médicos disseram que haviam retirado um dreno e pus da cavidade interna. O idoso voltou para a UTI, mas não resistiu e morreu após treze dias de internação.

Após a morte, família descobriu exame que indica erro médico

 

Segundo o advogado da família do idoso, Iuri Evangelista Furtado, as medidas legais começaram a ser adotadas depois que um exame de tomografia, divulgado por uma rádio local, chegou ao conhecimento de parentes. A imagem indicaria a presença do instrumento cirúrgico no corpo do paciente.

O advogado acompanha as apurações da Polícia Civil e afirmou, em nota, que irá requisitar todos os prontuários, laudos, exames e registros clínicos e administrativos do Hospital Municipal.

“A família não busca vingança, mas sim verdade, justiça e respeito à memória do senhor Manoel, bem como a proteção de outras vidas para que fatos semelhantes jamais se repitam”, disse.

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