Pressionadas pela guerra no Oriente Médio, as cotações do petróleo subiram ainda mais nesta terça-feira, 3. A do barril tipo Brent superou os US$ 85 no final da manhã — alcançou US$ 85,12, a cifra mais alta desde julho de 2024. Nas horas seguintes, o preço recuou. Ainda assim, fechou o dia em alta de 4,7% (US$ 3,66), a US$ 81,40 o barril para entrega em maio, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Às vésperas dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, de sábado, 28, o Brent já havia fechado a semana em alta, em torno de US$ 73, com a escalada de tensões. Desde então, o preço do barril já saltou 16,6%.
Para efeito de comparação, dois dias após a invasão da Ucrânia pela Rússia, o Brent subiu 1%. Em contraste, dois dias após os EUA lançarem ataques contra o Irã, a alta superou 15%. O economista Robin Brooks, do Brookings Institute: “Este é um choque absolutamente gigantesco que está se propagando pelos mercados globais, com condições de desordem estão se instalando”.
Uma das questões que mais inflacionam o preço da matéria-prima é a incerteza sobre o Estreito de Ormuz. Esse canal que tem de um lado os Emirados Árabes Unidos e Omã e, de outro, o Irã, é rota de mais de 20% do petróleo do mundo e tem impacto também sobre o comércio internacional de outros produtos. A incerteza inibe a logística, em um comportamento reforçado pelo anúncio de grandes seguradoras de cancelamento da cobertura para riscos de guerra.
Esta notícia foi lida 78 vezes!
ORC FM 94.9 Mhz Orlândia Rádio Clube
