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Escândalo Master arrasta Brasília para crise, e bolsonaristas e petistas tentam se blindar de dano

Na medida em que as investigações sobre o caso Master avançam na Polícia Federal, o estrago se infiltra por Brasília, com a revelação dos contatos mantidos por Daniel Vorcaro e os negócios do banco. Enquanto isso, bolsonaristas e petistas vêm tentando se blindar do dano à reputação que o caso vem provocando.

A avalanche de informações sendo divulgadas permitiu às duas maiores legendas do País, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Liberal (PL), e suas lideranças alimentarem as redes sociais com peças de comunicação voltadas a grudar a crise no adversário – e se afastarem dela o quanto puder.

“Entenda o esquema BolsoMaster: O maior esquema de golpe no mercado financeiro que o Brasil conheceu”, diz uma publicação do PT, associando o sobrenome Bolsonaro às fraudes. “(O esquema) foi gestado, criado, protegido dentro do governo Bolsonaro”, diz o deputado federal e ex-ministro da Comunicação Social do governo Lula, Paulo Pimenta (PT-RS), no recorte publicado pelo partido nas redes sociais.

“O banco recebeu autorização do governo Bolsonaro e do Banco Central, (presidido por Roberto) Campos Neto, para operar. Em 2022, época da eleição (…) eles derramam parte do dinheiro que estavam roubando na conta das campanhas do Bolsonaro e do Tarcísio (de Freitas)”, acrescenta Pimenta.

Como o Estadão mostrou, o Palácio do Planalto definiu uma estratégia no fim de janeiro para tentar manter distância regulamentar do escândalo e evitar que a crise contamine a campanha de Lula a novo mandato.

A ordem do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, era para que seus colegas não ficassem na defensiva e destacassem que a investigação das irregularidades foi aberta no governo Lula.

Ministros devem encaixar nas respostas às perguntas incômodas as doações de campanha feitas pelo empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, dono do Master, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em 2022, Zettel doou R$ 3 milhões para Bolsonaro, que enfrentava Lula na disputa à Presidência, e R$ 2 milhões a Tarcísio, cujo principal adversário era Fernando Haddad (PT).

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